terça-feira, setembro 13

Timbuktu

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Amiguinhos,
As portas de Timbuktu abriram-se para me receber no sábado que passou. Parti manhã cedo, a muito custo... pois não queria deixar o meu mano nem a minha patroa. Mas eu estava muito doentinho e, por isso, havia tempo que a mala estava feita e o bilhete de ida comprado. Na véspera, fui de urgência para o hospital, ao início da tarde, e já não saí de lá.
Enquanto me segurava para uma transfusão de sangue, a patroa bichanou: "Vai, Aartois! Se queres ir, vai...". Pouco depois, olhei-a fixamente, a despedir-me. Ela deve ter percebido. Deitou-me um esgar de comiseração e eu encostei-me a ela. Custou-me, mas levantei-me para me encostar a ela e sentir pela última vez o carinho dos seus afagos. Nunca mais a vi...
Timbuktu é um sítio bonito, cheio de meninas e meninos como eu. Há brinquedos, "bons", espaço para correr e os anjos são de quatro patas, como nós! Não tarda nada vou ter aqui muitos amiguinhos.

Aartois do Bosque d'Uccle

27 Comments:

Anonymous Anónimo said...

O comentário noutro sítio fez-me vir imediatamente aqui, para ficar uma vez mais com a visão turva. Ele teve muita, muita sorte contigo e está agora a contar aos outros, em Timbuktu, o que é uma patroa à maneira.

POS, ou STL, ou o que quer que seja

13/9/05 4:02 da tarde  
Blogger Rosario Andrade said...

Bolas, ó Lesse, por um momento pensei... caramba, nao reparei no italico e pensei que tinhas ido mesmo para Timbuktu! Tu nao facas isso ao pessoal!
E as feriazinhas, foram boas? Ja estava com saudades da vida de cao!
Cumpriemtos dos gatinhos!
Abracicos!

13/9/05 4:34 da tarde  
Blogger Pilantra said...

Cadelinha lésse, cadelinha lésse!... Por que não vais antes para Xangri-Lá ou Pasárgada? Eu, se fosse a ti, escolhia mesmo era Pasárgada: bora! Lá até podemos andar de bicicleta e comer sorvetes dos graaaaaandes! Nada é pecado nem proibido em Pasargada! Anda daí!

13/9/05 7:17 da tarde  
Blogger dgp said...

Lésse, também eu já fui a patroa de uma cadela que partiu. Também ela me olhou e nunca mais a vi.Foi a minha única experiência com a morte. Um beijinho.

13/9/05 7:29 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

AQUI FICA O AVISO PARA OS QUE SE SIGAM, através do reparo aos anteriores: Rosário e Pilantra, a culpa não será vossa, mas não leram com atenção. Não perceberam o que está contado neste texto, ou não fariam comentários desses...

13/9/05 7:30 da tarde  
Blogger Amor Maior said...

Aartois: O Berg vai sentir a tua falta! Beijo imenso à dona!

14/9/05 1:12 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

Nestes momentos não há palavras. Só mesmo quem, como nós, tem a felicidade de ter estes bichos lindos de 4 patas sabe que eles são mesmo os nossos melhores amigos. Foste, tenho a certeza, uma dona fantástica.
Vou a correr dar umas festas aos meus cães, para que também eles tenham a certeza que os amo. Um beijo do PCS

14/9/05 2:11 da manhã  
Blogger paulo said...

Era um bicho lindo, teve uma bela vida e foi amado. Vais ter de continuar, lassy, não esmoreças. Ele ladra por ti em timbuktu, e ladra-te coragens das que afastam dores

14/9/05 9:34 da manhã  
Blogger maria said...

Aartois,
A minha mãe contou-me (era eu ainda muito muito pequeno) que quando ela ainda era miúda tinha havido lá em casa um outro Cãopanheiro… um rapaz com energia “a mais” diziam os pais da maria (explicou-me ela, sem saber dizer o que era isso da “energia a mais”…) bom, esse Cãopanheiro era Epagnol Breton, maluco das corridas pelo campo e incapaz de ficar fechado onde quer que fosse.
Contaram-me que ele caçava tudo… até galinhas! Diziam, lá na terra da avó – por acaso, onde moro agora! – que ele era o “urso branco” que, de vez em quando, visitava sem aviso os quintais dos vizinhos… quando era pequenito, até as janelas abertas lá de casa serviam de antecâmara a mais um caminho de aventura: olhava-as, calculava o salto e… Zumba! Lá ia ele dar umas voltas.
Dizem, ainda agora, que era impossível prendê-lo…
Um dia, os avós, tentaram convencê-lo a ficar à espera que voltassem de uma saída de dia inteiro…
Nesse dia, ele decidiu que não queria ficar nunca, nem um dia que fosse, fechado. E partiu…
Eu, que já sou rapaz a caminho dos nove anos, a minha mãe que já está uma velhinha senhora de quase 13… sabemos da história dele desde sempre. E ele já foi p’ra Timbuktu há mais de 20 anos-de-gente…
é que há companheiros que são memória a vida toda e
há os Cãopanheiros que são companhia mesmo depois de partirem!
Um abraço grande, Aartois, aqui do Assis…

E um xi apertado, p’ra ti, Lésse, também da maria

14/9/05 9:47 da manhã  
Blogger Rosario Andrade said...

Anonimo,
pronto desculpa e desculpa lesse... nao foi para ferir ninguem... na verdade nao julguei que o texto quisesse dizer que... pensei que fosse apenas para sensibilizar as pessoas para o facto de as vezes abandonarem animais! Lamento imenso.
O meu Elvis (o gatinho) esteve desaparecido durante 4 dias e quase demos em loucos de tanta preocupacao...nem quero imaginar se de facto alguma coisa lhe tivesse acontecido...

14/9/05 12:48 da tarde  
Blogger mfc said...

Tenho uma cadela (uma rafeira que é um amor...) e não sei o que sentirei quando ela tb for para Tumbuctu!
Comovi-me com o sentimento com que descreveste esta partida.
Um grande abraço.

14/9/05 7:29 da tarde  
Blogger jpcoutinho said...

Aartois do Bosque d'Uccle até um dia destes ... belo poema ... um afago canino...

16/9/05 10:12 da manhã  
Anonymous doido said...

Salut Artois!

Doido

16/9/05 3:47 da tarde  
Anonymous GNM said...

: )

17/9/05 2:59 da tarde  
Blogger JRD said...

Eu vim aqui (só)agora...
Não "dá" para dizer mais nada. Mais logo volto.

17/9/05 4:58 da tarde  
Blogger JRD said...

"O Sacha já sabia, já se tinham encontrado no único céu que há, o dos cães."
Um grande abraço para si Lesse

17/9/05 5:55 da tarde  
Blogger agua_quente said...

Se ele foi para Timbuktu, está bem. E obviamente foi muito amado aqui, no seu dia a dia. Um beijo para ti.

17/9/05 6:12 da tarde  
Anonymous doido said...

Vá lá amiga.
Volta ao nosso convívio.

Doido

20/9/05 8:48 da manhã  
Blogger mfc said...

Já estou com as saudades a apertarem!
Volta depressa.

20/9/05 5:33 da tarde  
Blogger AnaC said...

Fiquei muito triste quando li esta noticia... mas sei que lá no céu dos cãezinhos o Aartois já não sofre mais.

Um grande beijinho para ti, querida amiga....

21/9/05 12:25 da tarde  
Blogger maria said...

Venho só escrever
* beijinhos
e
xi-abracinhos grandes!

ou melhor, o que venho aqui fazer é
enviar um
xi-grandEnorme vezes 2

...

22/9/05 10:51 da manhã  
Blogger Kraak/Peixinho said...

Hey Lesse :) Cá estou de volta ao mundo blogosférico, após umas merecidas férias e a saber as tuas novidades. O que se passou? Espero que estejas bem e regresses rapidamente a esta atmosfera. Gosto muito de te ler!

Bjzz de regresso

22/9/05 5:05 da tarde  
Blogger Luís Miguel said...

Um ternurento texto...
Dá-nos mais Lésse!
.
.
Bom fim de semana para ti!
.
.

23/9/05 6:02 da tarde  
Blogger Pilantra said...

Anonymous

No mundo há mais ternura que a tua. Como na vida há mais vida que a morte.
Xangri La é desesperadamente triste, é o adiamento. Pasárgada é a pausa impossivel a que chamamos esperança. É de Pasárgada que eu desejo se lembre quem precisa de alento.
Fica bem.

25/9/05 10:18 da manhã  
Blogger Carlos Barros said...

timbuk 3, a vida... a 3 dimensões.

28/9/05 3:30 da tarde  
Blogger gato_escaldado said...

mto ternurento. pois claro. e eu gostei dessa aventura. beijos

28/9/05 4:23 da tarde  
Blogger Kraak/Peixinho said...

:'(

1/10/05 1:01 da manhã  

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