terça-feira, abril 12

As pessoas que cheiram a pessoa

Há os que cheiram a perfume, há os que tresandam a perfume (normalmente são elas).
Há os que não têm cheiro e há também os que cheiram mal: ou é dos sovacos, ou é do hálito, ou é do cabelo, ou é da roupa… Dentro destes, uns cheiram a fritos, outros a mofo, outros, ainda, a bolas de naftalina. Nem me atrevo a falar dos pés, pois aí teríamos de contar com outra variante, que é o cheiro sem o sapato.
Mas o que mais me indigna é que há um cheiro que não vem nem do perfume (que também os há maus e são muitos mais do que o desejável), nem da axila por lavar, nem resultam do que se comeu ao almoço ou de um dente cariado. Não, há um cheiro muito específico que, simplesmente, existe nas pessoas. Se lhes tirarmos o perfume e a falta de higiene básica, há muito boa gente que cheira a pessoa! É isso, há pessoas que cheiram a pessoa. A coisa está-lhes na pele, impregnada que nem uma lapa, incomodativa como a sarna.
Nunca se aperceberam do cheiro a pessoa? Liguem os vossos narizes e escutem o que dizem os corpos das pessoas que cheiram a pessoa. É horrível, sobretudo, porque há muito boa gente a cheirar ao mesmo. E até são pessoas limpas. Olhamos para elas e têm bom aspecto, andam arranjadas, de cabelo bem penteado e sem caspa, dentes reluzentes e tudo, só que… cheiram a pessoa. Ughh

4 Comments:

Anonymous Ademar said...

Há narizes que cheiram de mais. Ou de menos...
O problema não está nas "pessoas" (nos outros). Está em nós...

13/4/05 3:09 da tarde  
Anonymous Cadelina Lésse said...

Pronto, estou a ver que também cheiras a pessoa!...

13/4/05 3:42 da tarde  
Anonymous Ademar said...

Como não tenho a auto-estima em baixo, creio que a pessoa a que dou, diariamente, a mão não cheira mal...
O cheiro dos outros tem sempre uma relação directa com a generosidade do espelho a que nos vemos...
Pensa nesta...

13/4/05 9:58 da tarde  
Anonymous Cadelinha Lésse said...

Isso a que eufemisticamente chamas generosidade do espelho tem, para mim, a seguinte tradução: nariz. Não tenho culpa de ter liberdade na ponta do nariz. Nem de não gostar de certos cheiros...

14/4/05 3:00 da tarde  

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